segunda-feira, 15 de julho de 2019

Poríferos

Porifera (do grego, poros, passagem, orifício; do latim ferre, levar) – Animais portadores de poros.


´  Os poríferos ou espongiários constituem o grupo animal menos evoluído. Embora sejam constituídos de mais de uma célula não formam tecidos bem definidos muito menos órgãos.


´  Por esse motivo, muitos especialistas preferem classificá-los no sub-reino Parazoa, dentro do reino Metazoa, que abriga todos os outros animais.

´  Metazoários (animais com mais de uma célula)


´  Parazoários (animais que não formam tecidos verdadeiros)


´  Diblásticos (animais com dois folhetos embrionários)


´  Assimétricos ou radiados (sem simetria definida ou simetria radial)


´  Aneuromiários (animais que não possuem tecidos nervosos e musculares)


´  Exclusivamente aquáticos (maioriamarinhos, com poucas espéciesdulcícolas)


´  Bentônicos sésseis (animais que vivem fixos a um substrato)


´  Filtradores


´  Isolados ou coloniais


´  Corpo provido de numerosos poros

Tipos amatômicos:

´  Os poríferos apresentam diversos tipos de organização estrutural. Em ordem crescente de complexidade dos poros e de evolução, distinguimos o tipoáscon, o tipo sícon e o tipo lêucon.

´  Nas esponjas do tipo áscon, a parede externa é formada por células chamadas pinacócitos, e a parede interna é formada por células flageladas chamadas coanócitos, que forram uma cavidade interna, o átrio. Entre essas duas paredes existem estruturas de sustentação, as espículas, e células circulantes, os amebócitos. Na parede externa, inúmeros poros, formados por células chamadas porócitos, facilitam a entrada de água para o átrio. A água sai da esponja por um orifício na extremidade livre do átrio, o ósculo.

´  Nas esponjas do tipo sícon, a parede do corpo é amplamente pregueada, o que leva à formação de canais internos e externos. Os canais internos são forrados por coanócitos. Pelos canais internos ocorre a entrada da água, que atravessa os poros e atinge os canais internos, flagelados. Filtrada pelos coanócitos, a água atinge o átrio e sai da esponja pelo ósculo.

´  Nas esponjas do tipo lêucon, o pregueamento da parede é muito mais desenvolvido. Existem verdadeiras câmaras internas flageladas, repletas de coanócitos. A água executa um percurso muito maior e atinge vários átrios, antes de abandonar a esponja por um ou diversos ósculos.

Estrutura Geral da Esponja e suas Células



Características


´  Coanócitos – células flageladas que participam na captura e digestão do alimento, na movimentação da água no interior do corpo e no transporte dos espermatozóides.


´  Espongiócitos – células formadoras da espongina.


´  Esclerócitos – células formadoras das espículas.


´  Miócitos – células ricas em fibras contráteis.


´  Amebócitos – células que participam na digestão dos alimentos, na excreção, na respiração, na defesa, no armazenamento e na formação dos gametas.


´  Arqueócitos – células indiferenciadas formadoras de amebócitos, esclerócitos, espongiócitos, miócitos e demais células da esponja.


´  Pinacócitos – células de revestimento externo e/ou interno da esponja, formadoras da pinacoderme.


´  Porócitos – células tubulares formadoras dos poros inalantes, também chamadas de óstios ou ostíolos.


´  Mesogléia – camada gelatinosa que preenche toda a esponja. É pouco desenvolvida no tipo áscon, mediamente no tipo sícon e muito no tipo lêucon.

Anatomia e Fisiologia

´  Sistema Digestório – ausente (digestão intracelular)


´  Sistema Respiratório – ausente (trocas gasosas por difusão)


´  Sistema Circulatório – ausente(transporte por difusão)


´  Sistema Excretor – ausente (eliminação por difusão)


´  Sistema Nervoso – ausente


´  Sistema Sensorial - ausente

Reprodução

´  Reprodução Assexuada – ocorrência debrotamento, regeneração e gemulação.


´  Reprodução Sexuada – espéciesmonóicas ou dióicas; com fecundaçãointerna (maioria) ou externa; desenvolvimento indireto, com formas larvais (anfiblástula e parenquímula). As larvas são planctônicas.




Classificação sistemática

´  Classe Calcarea – esponjas com esqueleto formado por espículas calcáreas.


´  Classe Hexactinellida – esponjas com esqueleto formado por espículas silicosas.


´  Classe Demospongiae – esponjas com esqueleto formado por rede de espongina.


´  Classe Sclerospongiae – esponjas coralinas com espesso esqueleto formado por cristais de carbonato de cálcio sobre uma fina rede de espongina.

Platelmintos

Platelmintos

Os platelmintos apresentam algumas aquisições evolutivas muito importantes, tais como o surgimento de um terceiro folheto embrionário, a mesoderme, o que permitiu que o corpo dos animais aumentasse de tamanho e complexidade. Como adaptação ao movimento, ocorreu o processo de cefalização, ou seja, o surgimento de uma cabeça na região anterior do corpo, com maior concentração de células nervosas e estruturas sensoriais. Deste modo, o animal passou a ter uma relação anterior/posterior, o que caracterizou a aquisição da simetria bilateral, outra adaptação ao movimento. 




´  Metazoários


´  Eumetazoários


´  Triblásticos (três folhetos embrionários: ecto, meso e endoderme)


´  Acelomados (sem cavidade embrionária)


´  Bilatérios (com simetria bilateral)


´  Protostômios


´  Neuromiários


´  Corpo achatado dorsoventralmente


´  Corpo segmentado ou não


´  Aquáticos, marinhos ou dulcícolas


´  Vida livre ou parasitas

Habitat e modo de vida

´  Os platelmintos podem ser de vida livre ou parasitas. Os platelmintos de vida livre podem ser aquáticos (marinhos ou dulcícolas) ou terrestres, em ambientes úmidos.


´  Platelmintos parasitas, tais como oSchistosoma mansoni  e a Taenia sp, são encontrados em diversos tipos de hospedeiros, tanto vertebrados quanto invertebrados.

Classificação


´  Classe Turbellaria: espécies de vida livre, tais como a Dugesia tigrina (planária).


´  Classe Trematoda: espécies ecto e endoparasitas, tais como oSchistosoma mansoni.


´  Classe Cestoda: espécies endoparasitas, tais como a Taenia solium  e a Taenia saginata.


Turbellaria:



Trematoda:  



 Cestoda: 




Anatomia e Fisiologia

´  a) Sistema digestório e digestão: presente, incompleto. Digestão extra e intracelular.


´  b) Sistema respiratório e respiração: ausente. Trocas gasosas por difusão.


´  c) Sistema circulatório e circulação: ausente, distribuição de nutrientes pela cavidade digestória.


´  d) Sistema excretor e excreção: presente. Rede de pequenos tubos com células-flama ou solenócitos, com poros excretores na superfície dorsal do corpo.


´  e) Sistema nervoso: presente. Um par de gânglios cerebrais ligados a dois cordões nervosos longitudinais.


´  f) Sistema sensorial: presente. As planárias apresentam órgãos sensíveis à luz, os ocelos e quimiorreceptores na região anterior do corpo.

Reprodução


´  Assexuada (alguns casos) e sexuada. Algumas planárias podem se reproduzir assexuadamente por divisão transversal. Na reprodução sexuada ocorre a cópula (ato sexual) e fecundação interna. As planárias são monóicas, com desenvolvimento direto, sem estágio larval. Entre os parasitas existem espécies monóicas e dioicas, com diversos tipos de formas larvais, em diversos tipos de hospedeiros.


Parasitismo


´  Parasitismo é uma relação direta e estreita entre dois organismos geralmente bem determinados: o hospedeiro e o parasita, vivendo o segundo à custa do primeiro. Essencialmente unilateral, o hospedeiro é indispensável ao parasita, que, separado dele, morrerá por falta de nutrição. O organização do parasita se especializa correlativamente às condições em que vive no hospedeiro, sendo a adaptação a marca do parasitismo.


´  Os parasitas podem ser classificados como ectoparasitas (parasitas externos) ou endoparasitas (parasitas internos).


 

Principais doeças

´  Esquistossomose ou barriga d’água


´  Agente causador: Schistosoma mansoni.


´  Hospedeiro intermediário: caramujo planorbídeoBiomphalaria sp.


´  Transmissão: penetração ativa da forma infestante – cercaria - através da pele ou por via oral, pela ingestão de água contaminada.


´  Órgão parasitado: sistema porta-hepático humano; fígado e pulmão do caramujo.


´  Patogenia: dermatites, flebite, febre, calafrios, sudorese excessiva, diarreia, bronquite crônica, tosse seca, hepatoesplenomegalia com distensão abdominal e ascite (derrame de líquidos no abdômen).


´  Profilaxia: educação sanitária, saneamento básico, controle dos focos do caramujo e evitar banhos em águas suspeitas.


´Teníase


´  Agente causador: Taenia soliumou Taenia saginata.


´  Hospedeiro intermediário: porco (T. solium) ou boi (T. saginata).


´  Transmissão: Ingestão de cisticercos na carne de porco ou de boi mal cozida.


´  Órgão parasitado: Intestino delgado humano e musculatura do porco e do boi.


´  Patogenia: Bulimia, anorexia, náuseas, vômitos, diarreias, dores abdominais, emagrecimento.


´  Profilaxia: fiscalização efetiva das carnes e seus derivados, educação sanitária, tratamento dos doentes, evitar consume de carne crua ou mal cozida, tanto de boi quanto de porco.


´Cisticercose


´  Agente causador: Taenia solium ou Taenia saginata.


´  Hospedeiro definitivo: homem.


´  Transmissão: Ingestão de ovos embrionados.


´  Órgão parasitado: diversos tecidos corporais.


´  Patogenia: Bulimia, anorexia, náuseas, vômitos, diarreias, dores abdominais, emagrecimento.


´  Profilaxia: saneamento básico, educação sanitária, tratamento dos doentes.



Zoologia

Zoologia (zoo = animal e logia = estudo) é a parte da Biologia que estuda os animais, ou seja, que se volta para os organismos pertencentes ao Reino Animalia. Esse reino é o mais diversificado de todos e apresenta mais de 1 milhão de espécies descritas, sem contar aquelas ainda desconhecidas pelo homem.


                Esses seres distribuem-se pelos mais variados ambientes e apresentam representantes de vida aquática, terrestre e até parasitas. A forma de alimentação também é bastante diversificada, podendo ser encontrados, por exemplo, animais herbívoros, carnívoros, onívoros e saprófagos.


                Todos os animais são seres eucarióticos, ou seja, apresentam células com núcleo delimitado pelo citoplasma. Além dessa característica, não existem animais unicelulares, sendo, portanto, todos multicelulares. Os animais também apresentam como característica primordial a nutrição heterotrófica. Isso quer dizer que nenhum organismo pertencente a esse reino consegue produzir seu alimento, retirando sempre sua energia de fontes externas de matéria orgânica.


                Muitas pessoas agrupam os animais em dois grandes grupos: os vertebrados e os invertebrados. Os vertebrados, tradicionalmente, são aqueles que possuem coluna vertebral e caixa craniana, enquanto os invertebrados são aqueles que não a possuem.


                Didaticamente, podemos dividir o Reino Animalia em nove filos principais, apesar de existirem cerca de 35 filos diferentes. Os principais filos animais são Porifera, Cnidaria, Platyhelminthes, Nematoda, Mollusca, Annelida, Arthropoda, Echinodermata e Chordata. Esse último é aquele em que nós, humanos, estamos classificados.

Protozoários

Protozoários

-Características Gerais e diversidade dos protozoários

               Os protozoários (do grego protos, primitivo, primeiro, e zoon, animal), assemelham-se aos animais quanto à organização interna de suas células e quanto à nutrição, que é heterotrófica. Diferem dos animais, porém, por serem unicelulares. Sabe-se que a maioria dos protozoários é aquática, mas há espécies que vivem no lodo e na terra úmida. Diversas espécies são parasitas, causando doenças a animais invertebrados e vertebrados, inclusive ao homem. Alguns protozoários mantêm relações de interdependência com outros seres vivos, com os quais trocam benefícios, configurando uma associação de mutualismo.





Classificação:

         Nas classificações mais antigas, os protozoários eram agrupados no filo Protozoa, dentro do reino Animal. A tendência moderna, entretanto, é incluí-los no reino Protista, subdividindo-os em quatro filos: Sarcodina (sarcodíneos), Flagellata (flagelados), Ciliata (ciliados) e Sporozoa (esporozoários). As características utilizadas para essa subdivisão são a presença e o tipo de estruturas de locomoção.





Reprodução nos protozoários:

Assexuada por divisão binária e divisão múltipla

                 A maioria dos protozoários de vida livre se reproduz assexuadamente por divisão binária. A célula cresce até determinado tamanho e se divide ao meio, originando dois novos indivíduos. Entretanto alguns sarcodíneos e esporozoários podem se reproduzir assexuadamente por divisão múltipla. Nesse caso, a célula multiplica seu núcleo diversas vezes por mitose antes de se fragmentar em inúmeras pequenas células.



Reprodução sexuada:

             Quase todas as espécies de protozoários apresentam processos sexuais. No tipo mais comum de reprodução sexuada, dois indivíduos de sexos diferentes fundem-se e formam um zigoto, que posteriormente sofre meiose e reconstitui novos indivíduos, geneticamente recombinados.

Conjugação em paramécio:

              O paramécio apresenta um processo sexual elaborado, denominado conjugação. Dois indivíduos de sexos diferentes se aproximam e estabelecem uma ponte citoplasmática. Através dessa ponte, eles trocam micronúcleos que haviam sido previamente duplicados. Após a troca, os conjugantes se separam e, em cada um dos indivíduos, os dois micronúcleos, um original e outro recebido do parceiro, se fundem, misturando seus materiais genéticos. No fim do processo, cada conjugante dá origem a quatro novos paramécios recombinantes, com diferentes misturas dos genes dos pais.

Alternância de gerações em esporozoários:

               Nos esporozoários, geralmente há alternância entre formas sexuadas e assexuadas de reprodução. Muitas espécies são capazes de formar esporos resistentes, que infestam o hospedeiro.



Doenças:





Fungos

        O Reino Fungi é constituído por fungos, como cogumelos, leveduras, orelhas-de-pau e bolores, os quais possuem grande importância ecológica, uma vez que atuam como decompositores, parasitas ou mutualistas. Faz-se válido ressaltar, nesse ponto, que alguns deles são usados na alimentação humana (certos cogumelos e trufas) e na indústria (como agentes fermentadores e na produção de antibióticos).


                 Os fungos são eucariontes heterotróficos, podendo ser uni ou pluricelulares. Suas células geralmente possuem, na parede celular, um polissacarídio que também está presente no exoesqueleto dos artrópodes, a quitina. Ademais, armazenam carboidratos na forma de glicogênio e crescem sobre substratos variados, como couro, papel, madeira e alimentos. O bolor preto do pão (pertencente ao gênero Rhizopus) é um tipo de fungo pluricelular muito comum. Sobre um substrato adequado e em condições favoráveis, um esporo germina e forma filamentos denominados hifas, as quais invadem o substrato e nele liberam enzimas digestivas. Assim, o fungo realiza digestão extracorpórea e absorve produtos através da parede celular e da membrana plasmática.


                  O micélio é formado pelo conjunto de hifas e caracteriza-se como o corpo dos fungos pluricelulares. Nesse sentido, existem aqueles formados por hifas cenocíticas - com centenas de núcleos em uma única massa citoplasmática e aspecto de filamentos multinucleados-, assim como os que possuem hifas septadas - com divisórias que separam células individuais, com um ou mais núcleos.


                  Quanto à taxonomia, segundo classificações aceitas atualmente, os fungos dividem-se em quatro grupos principais. Osbasidiomicetos, assim como os ascomicetos, produzem esporos em estruturas denominadas esporângios. Entre eles, alguns são de grande interesse comercial, a exemplo da espécie Saccharomyces cerevisae(utilizada na produção de alimentos, bebidas fermentadas e etanol). Há, também, alguns basidiomicetos comestíveis, como ochampignon. Entre os zigomicetos, destaca-se o gênero Rhizopus, cujo ciclo reprodutivo apresenta uma fase sexuada e outra assexuada. Já os quitridiomicetoscaracterizam-se por apresentar esporos monoflagelados em uma fase da vida.


                   Antigamente, um quinto grupo ainda era considerado: os deuteromicetos. Contudo, na sistemática atual, esse grupo não é mais reconhecido como um filo, e muitas espécies que pertenciam a esse grupo foram classificadas como ascomicetos.





1.2 - Basidiomicetos


                Basidiomycota (do grego basidion = pequeno pedestal ou pequena base) é um filo que, assim como Ascomycota e Zygomycota, constitui o reino Fungi do domínio Eukarya. Os fungos basidiomicetos são conhecidossão  popularmente por cogumelos e orelhas de pau, além de outros grupos que são menos conhecidos que são os fungos gelatinosos, os “gasteromicetos”, as ferrugens e os carvões. Estão presentes em ambientes aquáticos e terrestres, podem ser parasitas, sapróbios e micorrízicos. São na sua maioria saprófitas e participam da decomposição de folhas, galhos e troncos, sendo encontrados em uma grande variedade de substratos e em diferentes biomas. Sua grande importância, em termos ecológicos é o papel que desempenham na ciclagem de nutrientes.


          A reprodução assexuada ocorre por fragmentação do micélio e produção de esporos.Já a reprodução sexuada pode acontecer através da copulação de duas hifas compatíveis, ou então entre um esporo e uma hifa. Esta fusão leva à formação de uma célula binucleada ou dicariótica, que por fibulação, um tipo de divisão celular, dá origem a outras células dicarióticas. A fase dicariótica cresce e fica independente da forma unicariótica. Ocorre então a cariogamia e logo após, a meiose, formando quatro núcleos haplóides, que formarão quatro basidiósporos na extremidade de pequenos pedúnculos. Os basidiósporos são lançados no ambiente para serem disseminados por animais ou pelo vento.


           O ciclo de vida começa quando o basidiósporo germina, originando um micélio uninucleado e haplóide. Quando as hifas se fundem, forma-se uma célula dicariótica que dará origem ao micélio dicariótico, onde ocorrerá a diferenciação dos basídios e conseqüente formação do basidiocarpo, que produzirá novos basidiósporos.



1.3 - Ascomicetos


Normalmente, os ascos contêm oito ascósporos, produzidos por uma divisão celular meiótica seguida, na maioria das espécies, por uma mitose. Contudo, em alguns géneros ou espécies podem conter apenas um esporo (por exemplo, em Monosporascus cannonballus) ou então esporos em número de dois, quatro ou outro número múltiplo de quatro. Em alguns casos, os ascósporos podem produzir conídios, que podem chegar aos centos por cada asco (como no género Tympanis), ou podem fragmentar-se (como em alguns fungos do género Cordyceps), enchendo também os ascos de células mais pequenas. Os ascósporos são imóveis e, em geral, unicelulares, ainda que por vezes possam apresentar-se septados em um ou vários planos.


Em muitos casos os ascos formam uma camada regular chamada himénio, dentro de um corpo frutífero visível à vista desarmada chamado ascocarpo ou ascoma. Em outros casos, como nas leveduras unicelulares, não se encontram estas estruturas. Em raros casos, os ascos de alguns géneros podem desenvolver-se regularmente dentro de ascos velhos e já vazios, como por exemplo no género Dipodascus.


Os ascos normalmente libertam os esporos por descarga activa iniciada a partir da sua extremidade distal, mas também o podem fazer de forma passiva exsudando um líquido ou sob a forma de uma massa pulverulenta seca. Tipicamente, a descarga activa dos ascos faz-se através de um ponto especialmente diferenciado, em geral um poro ou opérculo. Em alguns géneros que formam himénio, a descarga de esporos de um asco pode induzir a que também o façam os demais ascos do ascocarpo, resultando numa descarga massiva que se vê como uma nuvem de esporos, especialmente em algumas espécies do género Peziza. Algumas espécies produzem um ruído audível ao libertar os esporos.


Os fungos reproduzem-se assexuada e sexuadamente. A reprodução assexuada pode ser: (i) brotamento (seres unicelulares), (ii) fragmentação do micélio, onde um micélio se fragmenta originando muitos outros e (iii) esporulação, acima dos corpos de frutificação estão os esporângios que produzem os esporos, estruturas imóveis e resistentes a ambientes desfavoráveis. Já a reprodução sexuada requer a fusão de duas hifas haplóides, quando isso não ocorre, originam-se hifas geneticamente distintas denominadas dicários.



1.4 - Quitridiomicetos

Constituídos por cerca de 790 espécies, são os prováveis ancestrais dos fungos. Vivemem meio aquático e em solos úmidos próximos a represas, rios e lagos. Vivem da absorção da matéria orgânica que decompõe e, muitas vezes, parasitam algas, protozoários, outros fungos, plantas e animais. Algumas espécies causam considerável prejuízo em plantas de cultivo (alfafa e milho). Anteriormente eram classificados como algas, entretanto, por não serem autótrofos foram removidos desta classificação.


Os quitridiomicetos fazem parte do grupo de fungos que não produzem corpos de frutificação. Além disso, seus esporos – denominados zoósporos – são flagelados, o que facilita sua locomoção na água e germinação. Sua fase diploide não é efêmera. Quando são unicelulares não possuem micélio, quando pluricelulares têm hifas cenocíticas. Ex: Batrachochytrium dendrobatidis é um tipo de fungo que ataca a pele de anfíbios.


Na produção de gametas, os núcleos dos gametângios (estruturas produtoras de gametas) geram, a partir da mitose, gametas haploides flagelados. No encontro de dois gametas de sexos opostos, ocorre a fecundação, que origina um zigoto diploide.  Esse zigoto se desenvolve e forma um fungo diploide, esporófito. O esporófito produz tanto esporos haplóides quanto diplóides, que, ao germinarem, dão origem respectivamente a um gametófito n (haploide) e um esporófito 2n (diploide). Assim, o ciclo se reinicia, com a alternância entre as fases sexuada e assexuada.


1.5 – Zigomicetos


 Geralmente permanecem na posição que foram formados e aguardam condições adequadas para o desenvolvimento. Quando a parede do zigosporângio amadurece, ele se torna preto dando molde a sua cor característica. Rompida a parede, os esporos são liberados, podendo germinar e dar origem à um novo micélio, completando o ciclo assexuado.


Se reproduzem por meio de esporos haploides liberados para o ar pelo esporângio, que quando maduro possui massas secas e pulverulentes de esporos que se dispersam pelo vento, ou quando molhados, por contato direto com diversos vetores.


Sua principal característica é o zigósporo, estrutura de repouso produzido sexualmente se encontram armazenados nos esporângios ou zigosporângios, estruturas esféricas de parede espessa que produz e libera os esporos, são inadequados para a dispersão a longa distância serem grandes demais, possuindo paredes espessas com abundantes reservas lipídicas.


Filo do Reino Fungi que compreende todas as espécies que produzem zigospórios formados em um zigosporângio de cabeça espessa. São terrestres filamentosos e vivem no solo como decompositores ou parasitas tanto de plantas quanto de animais. Apresentam hifas cenocíticas, ou seja, asseptadas com septos nas que dão origem aos esporângios. Existem cerca de 1065 espécies que se desenvolvem principalmente em material em decomposição, uma das mais conhecidas é o Rhizopus stolonifer (color negro do pão)




Imagens dos fungos:




Zigomicetos



Ascomicetos




Quitridiomicetos



Basidiomicetos

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Primeira aula na Redenção

Ginospersma:

As gimnospérmicas ou gimnospermas (do grego gimnos = nu / sperma = semente) são plantas vasculares que possuem sementes não protegidas por frutos.



Briofitas:

Briófitas são organismos eucariontes, pluricelulares, onde apenas os elementos reprodutivos são unicelulares, enquadrando-se no Reino Plantae, como todos os demais grupos de plantas terrestres. AsBriófitas são conhecidas popularmente como “musgos” ou “hepáticas”.

 

Apresentação Vírus